Segunda-feira, Novembro 01, 2010

Esta ainda não morreu...

Caros TVPenianos,

Tenho de agradecer às meninas da organização do XXIV FITU, as cocegas que deram no EDU. Por isso vou aparecer na sexta-feira, para me coçar também um pouco.
Como não tenho verbo para a escrita não me vou alongar. Contem comigo para manter neste blogue as datas dos ensaios actualizadas e eventos importantes.
... vou colocar cordas novas na guitarra.

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

Há quase dois anos...

Caríssimos:

Dois anos sem notícias.

Dois anos sem novidades.

Estamos - também mea culpa - a bater no fundo do poço.

Há que admiti-lo sem rebuços. Sem máscaras. Sem pano quentes.

É a crise a bater também à porta das tunas.

Compreensível: é preciso dar prioridade às prioridades, especialmente numa época em que tudo é incerto e ninguém sabe onde estará, profissionalmente falando, daqui a seis meses (... com o meu habitual optimismo).

Chamo a atenção para o repertório novo para o XXIII FITU. Graças às novas tecnologias, é possível compensar a pouca disponibilidade de tempo e, pelo menos, manter o contacto, erguer a mão e dizer «Estou aqui!»

Abraço a todos!

Eduardo

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Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

Montanhas , partos e ratos...

Caríssimos:

finda a reunião com alguns representantes do Magnum, o que se extraiu é que existe uma profunda ignorância de parte a parte... e muito orgulho ferido...

Aparentemente, o que aconteceu foi que o Grupo de Fados do OUP (GFOUP) não teria respeitado o tempo que fora destinado a cada grupo na última serenata monumental da Queima das Fitas.

Pensará o incauto leitor que o GFOUP actuou para aí uma hora, prolongando a serenata para além do aceitável.

Pois nada disso. Vá lá saber-se porquê, o coordenador achou por bem atribuir 14 minutos a cada participante. De onde surge este número mágico (14 = 2x7... cabala...) é que ninguém percebe... 13 teria sido muito mais académico... pelo menos era ímpar...

Ora, que se saiba, uma serenata terá de ter um indicativo, 3 fados, uma guitarrada, 3 fados e uma guitarrada de despedida.

Pois bem. O GFOUP, querendo obedecer a este «desejo» da coordenação (?) ensaiou cronometrando a sua actuação. Ora acontece que, como se saberá, o fado não é tocado a metrónomo, e tanto basta a preocupação em não se exceder o tempo para que os andamentos saiam mais depressa que o habitual...

O nosso GF despejou o repertório ensaiado em 10 minutos, em vez dos famigerados 14... Qualquer organização de serenata ficaria satisfeitíssima por o tempo não ser excedido e esfregaria as mãos de contente, embora pelas razões erradas: «Mais depressa o povo vai para o queimódromo...»

Esta organização ficou irritadíssima: «Fiquei ali com 4 minutos sem saber o que fazer», porque os elementos do grupo seguinte, em vez de estarem à espera da sua vez ali ao lado, estavam à espera de que os avisassem do último fado...

Pelo que entendi, outro motivo de agravo da parte do Magnum era o facto de alguns dos elementos do OUP se declararem anti-praxe nas respectivas faculdades, aparecendo depois trajados «ao serviço» do OUP.

Convenhamos que, neste aspecto, têm razão. Mas, que diabo!, se são «Duces» têm de «os» ter no sítio e saber diferenciar a atitude individual de cada orfeonista do prestígio da instituição. O OUP, quanto mais não seja através do Conselho de Veteranos, deveria sensibilizar os orfeonistas paras este aspecto delicado das relações com a Praxe. Talvez fosse conveniente que se definissem os limites do que se considera estar em embaixada orfeónica.

Concordo que se pode e deve fazer alguma coisa relativamente aos que se declaram anti-praxe. Mas não posso deixar de recomendar a esses senhores que reflictam sobre as razões que acabam por levar a que alguém se declare anti-praxe nas respectivas faculdades. Fazer, da excepção,regra, é que não me parece atitude de bom-senso.

Assim vão as coisas...

Abraço a todos!

Terça-feira, Outubro 30, 2007

Ressalva

Caros visitantes:

a propósito do texto abaixo, convém ressalvar que não pretendo, de modo nenhum, diminuir nem o mérito artístico nem o mérito académico dos confrades dos restantes Grupos de Fado da Invicta.

Muito menos se deverá entender que lhes é imputada - nem pela Tuna Veterana do Porto, nem por mim pessoalmente - qualquer responsabilidade, directa ou indirecta, pelo sucedido.

Tenho a certeza de que honraram os pergaminhos desta academia e que mais uma vez as cordas trinaram à luz do luar e os joelhos de muitas donzelas tremeram.

Bem hajam, cambada de teimosos, que continuam a acreditar e fazer sonhar!

Segunda-feira, Outubro 22, 2007

Veterania de 3/4 de mês...

Então, povo?

há 11 meses que ninguém posta nada de novo neste blog?

Então nem o último insulto que o Magnum Consilium Veteranorum fez ao Grupo de Fados do OUP merece uma indignaçãozita, sequer?

Muito bem: abro eu as hostilidades.

Amigos e visitantes:

nesta última serenata de recepção ao caloiro, o grupo de fados do OUP não foi convidado a participar.

Isso mesmo: leram bem.

Ora, ou muito me engano, ou há aqui veteranada. Fartos de não terem autoridade, as cabecinhas pensadoras da nossa praxe viraram-se para o autoritarismo. Deu-lhes para porem no mesmo pé de igualdade o OUP e os restantes agrupamentos circum-escolares (se é que têm esse estatuto). E aqui começa o erro fatal:

1 - o OUP é uma instituição mais antiga do que a maioria das faculdades da Universidade do Porto;

2 - o OUP, do alto dos 95 anos de História e de memória viva da Academia - para o bem e para o mal -, não aceita lições de praxe de ninguém, nem precisa de ser chamado às responsabilidades académicas que sempre soube cumprir - quando para isso teve condições;

3- o OUP trajou capa e batina durante o PREC, numa altura em que os pais de alguns dos actuais "Duces Facultis" ainda nem haviam começado a namorar...

4 - o OUP sempre manteve um grupo de fados, dentro da medida das suas possibilidades artístico-etílico-voluntariosas e, com isso, criou uma escola e uma continuidade - coisa que nenhuma das outras faculdades da UP (e não só) mantém, sequer; regra geral, esses grupos foram (são) intenções espúrias e sobrevivem para Queimas e afins graças a velhas glórias que só aparecem nessas alturas;

5 - este vosso criado, que tantos ouvidos arranhou com as suas guitarrices, por exemplo [não desfazendo o enorme Zé Costa, o supremo Ruizão, o academíssimo Misha, o incansável Astro, o veteraníssimo Tocas, o esforçadíssimo Tutan, e tantos outros (perdoem-me a não-inclusão no rol) que actualmente militam na Veterana] deixou o OUP e, por consequência, o Grupo de Fados, ainda as cabecinhas (muito "inhas"...) pensadoras não sabiam as primeiras letras;

Por todas estas razões, e por qualquer razão válida que se queira apresentar, não pode:

1 - o OUP ser tratado em pé de igualdade com os outros organismos de índole artística académica da UP e Academia portuense; não uso a palavra "congéneres", porque não o são (por mais que o quisessem e por mais que assim sejam por nós tratados...);

2 - o Grupo de Fado Académico do OUP ser tratado em pé de igualdade com outros grupos de fados da Invicta Academia, pelas mesmíssimas razões.

NOTA: NÃO ESTÁ EM CAUSA O FACTO DE MUITOS DESSES GRUPOS (EVENTUALMENTE TODOS) TEREM UMA QUALIDADE ARTÍSTICA E DE EXECUÇÃO SUPERIOR AO DO GF DO OUP!

Se a questão passa pelo facto de nos últimos dois anos o OUP não ter cumprido uma qualquer "obrigação académica" (a desculpa esfarrapada dada pelo Américo), é caso para perguntar:

onde estavam esses "senhores" quando o OUP:

1. reintroduzia a capa e batina no Porto?

2. constituía o acervo da memória da Praxe?

3. cedia as suas instalações e o seu potencial humano na adopção da capa e batina como traje académico nacional em detrimento da velha "loba"?

4. aderia aos lutos académicos de 1914, 1939 e 1969?

5. levava aos quatro cantos do mundo o nome da Academia, ao som dos Amores de Estudante?

6. criava o conceito de Festival de Tunas em Portugal?

7. moldava o rosto da queima com a Romaria Académica?

8. manteve a Praxe viva, contra ventos e marés politiqueiras?

9 . criava o traje feminino?...

10. era agraciado com a Medalha de Ouro de Mérito Artístico da Cidade do Porto?

11. a sua alta conduta cívica e moral lhe valiam a Comenda da Ordem de Benemerência (atente-se bem no significado desta comenda)?

12. o seu papel inigualado na divulgação da cultura portuguesa junto das populações mais isoladas lhe valia a Comenda da Ordem de Instrução Pública (e reflicta-se no significado deste galardão) - quantas ambulâncias foram compradas com o dinheiro angariado pelos espectáculos que o OUP ofereceu? Quantas igrejas recuperadas? Quantas agremiações culturais reestruturadas, reequipadas, "re-sedeadas"?

14. dava dos estudantes do Porto a imagem de generosidade, daqueles que, mais favorecidos pela sorte, partilhavam com irreverência e galhardia o seu tempo, sempre com o mesmo brio, no palácio como na choupana?

Quantas outras instituições de cariz académico desta cidade, e mesmo sem este cariz, pode apresentar algo que sequer se assemelhe? Não certamente o Magnum... Sem desprimor para os outros grupos de fados, que não devem ser responsabilizados por esta fantochada: também eles não podem fazê-lo...

Para tudo resumir: onde estava o Magnum Consilium Veteranorum quando o OUP cumpria SOZINHO as OBRIGAÇÕES DE TODOS?

Espera lá: NÃO estava, pura e simplesmente. E pasme-se: PORQUE NEM SEQUER EXISTIA!...

Isto, se mais não fosse, deveria fazer corar de vergonha os perpetradores da aleivosia.

Como Académico, sinto-me desconsiderado e injustiçado. Como Orfeonista, sinto-me muito acima desta tropa fandanga de veteranos de 3/4 de mês - tanto que a surpresa é maior do que o real valor do insulto.

Pessoalmente, reajo muito mal às injustiças. Não me critiquem por reagir ainda mais a uma injustiça que considero pessoal.

Abraço a todos. Parabéns pelo XXI FITU e até ao próximo ensaio.